1 de ago de 2009

O amor dói todos os dias,
mesmo se for bom...
Mas quando é de saudade,
o amor não se descreve,
só se sente,
muito,
profundamente...

31 de jul de 2009

Dona do meu nariz, da minha vontade, paciente e muito tolerante. Gosto de ouvir as pessoas e gosto de passar adiante o que aprendi...
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31/07/09
Foi assim que me apresentei quando inaugurei o blog,
mas hoje quero acrescentar mais um pouquinho:
É o direito de acrescentar, de amanhecer de outro jeito,
de sentir diferente, de absorver o dia e suas energias
e de responder em consonância com os sentidos e a intuição.
Sou uma árvore, com raízes fortes, mas uma árvore que anda
e que gosta dessa libertade de poder escolher
onde vai plantar suas raízes na hora em que me der na telha de mudar.
Mudo de lugar, mudo de ponto de vista, mudo de humor.
Me preocupo em não atingir ninguém com meus "azeites",
mas não admito invasão; privacidade é da maior importancia,
silêncio, gosto muito de silêncio de falar baixo,
não suporto ouvir conversa alta, me dói por dentro,
é invasivo,
não gosto de gente barulhenta, não é questão de gostar ou não,
é que quero distância, questão de educação, de respeito pelo espaço alheio.
Sou quieta (quase uma múmia), não gosto de conversa fiada,
não gosto de baixaria, conversa chula.
Gosto de conversar, no máximo com mais duas pessoas,
senão vira comício de alguém com platéia VIP (de qualquer ponto de vista).
De fato estou muito cansada, enfastiada com meu status quo.
Quando chega a hora de "vazar, sair batido, cantar pneu, queimar o chão",
eu fico chata mesmo, nada me segura e se tenho que
eu mesma me segurar pra esperar a hora, aí meu Deus, não me suporto!
Tem que me deixar quieta.
Quando tomei conhecimento de que nasci no ano do Tigre,
me compreendi melhor, nada me define melhor
do que a minha semelhança com os felinos.
Passei a gostar muito mais de mim e me respeitar muito mais.
Sou um bicho do mato.


Relembrando


Cidade grande, és adorada pelos que te habitam.

Teus ruídos, tuas luzes,tuas promessas de prazeres...

Cidade grande,os que te habitam, por tua causa sofrem e,

socados em apartamentos,socam-se uns aos outros.


Alguns mais nervosos e impacientes,ao fim de um desencontro,

atiram o outro pela janela.

Pois é, os apartamentos são muito pequenos...


Tu és tão cara, que o dinheiro jamais te pagará,

conheço bem o teu preço e de ti,

saí di-la-pi-da-da.


Ai de ti, quando os prédios começarem a cair.

Quando as pessoas começarem a jogar pelas janelas

os telefones,as tevês, os vídeo-cassetes.


Ai de ti, quando na estrada as famílias começarem a se resgatar

e te virem como és: pequena demais,

pequena,

demais.


Marilia Barbosa 15/04/1986.

BRUMAS NO MAR





Brumas no mar


Brumas no ar


E o mar mistura suas espumas


Ao "fog" gelado da manhã de inverno.


No cais, a emoção dos que esperam.


Os ais que congelaram a alma


E enregelaram a doçura


Que por tanto tempo acreditou


Em juras de amor.


Mas a fé ainda traz aquela mulher descrente


À beira do mar, quase indiferente


Pois o tempo, tão longo


Cuidou de apagar a memória.


Não havia mais rosto que esperasse...


E vê-se a nau ao longe...


As velas, tão brancas, fazem que pareça


Uma nave do céu,


Uma coisa que voa, sei lá,


Coisa de Deus...


Ela corre à beira do cais


E olha, olha, olha


E nada vê.


Não vê ninguém que lembrasse......


mas vê o dono do barco


- Um pirata! certamente...


Com aqueles brincos...


E aquela força, com aquele brilho...


E ela sentou-se sobre as cordas no cais,


Apreciou o barco,


Apreciou o pirata e disse para si mesma :


- Não há mais nada que fazer.


- Nunca mais venho ao cais,


- Nunca mais espero pelos barcos,


- Nunca mais procurarei rostos esquecidos...


E não pensou duas vezes


Para aceitar uma taça de vinho


Na taverna mais próxima


A convite do pirata...




Marilia Barbosa 21.09.2004