15 de ago de 2009

Sobre os meus fãs, sobre o amor...


Não, não dá para "classificar" o sentimento.

Não é gentil, chamar esse ou aquele fã, de número 1.

O amor não se compara a números,

não vamos encontrar nada no mundo

que se preste a medir o amor,

nem se ama mais ou menos

ou também não se ama melhor ou pior.

Ama quem pode, quem quer, quem doa,

quem cuida, quem zela, olha,

observa, fala, cala, chora e ri, por amar.

Àquele que percebe o amor do próximo por si,

cabe o respeito, o apreço, a recíproca.

É preciso maturidade, experiência, vivência e,

lamentavelmente, muito sofrimento,

para se reconhecer em corpo e alma,

como "a casa de Deus" e então

saber porque Jesus disse:

-"Amai ao próximo como a ti mesmo".

Em meus momentos de pensar,

que aliás são muuuuuuuitos,

o que penso é que quando alguém me admira

e demonstra essa admiração,

é porque em algum lugar de mim,

essa pessoa se reconhece e é isso

o que nos aproxima,

é o que nos mostra definitivamente

a clareza das Palavras Divinas

que nos chamam à todos de irmãos.

E é assim que vejo, aceito esse amor

de todos os que se auto-intitulam fãs,

mas troco a palavra fã, pela palavra irmão,

pois quando em mim alguma coisa de si

eles reconhecem,

é no amor que me dão que os reconheço.

Jamais me cansarei de agradecer a Deus

pelo bem que me fez

quando deu-me a missão de ser artista,

missionária de Sua vontade.

Muito obrigada a todos vocês, meus irmãos e irmãs.

O que me enobrece como artista,

é o número de irmãos e irmãs que reencontro na vida.

Um beijo com todo amor,

Marilia Barbosa

14 de ago de 2009


"Estivesse eu perto de ti

e te cobriria os passos de pétalas,

concavas, brancas, suaves..

cantaria canções doces,

de nuances que enlevam,

que levam

a alma pro céu..."

Ao Maico, escrito em 08/03/1979



Quisera transformar-me em um pássaro invisível
e entrar em teus sonhos enquanto dormes, meu filho.
Quisera conhecer teu sono por dentro,
viajar com teus passos, tua alma.
Quisera zelar por teu espírito,
no momento em que ele deixa o teu corpinho lindo,
a repousar na cama de minha casa.
Quisera caminhar contigo por céus e estrelas
e a ti eu mostraria o mais lindo caminho de nuvens.
Quisera poder, no céu, defender-te de todos os perigos.
Quisera sim, estar sentada em tua cama
quando tu acordasses,
beijar-te e ao teu primeiro sorriso,
dizer-te sem medo:
- Vá, meu filho!
A vida te espera e Deus te acompanha.


*


PRA QUEM FICA,...CIAO !


Alguém foi embora

com o drama comum

às partidas

e mal sabe ainda

que a vida desconhece

despedidas.

A vida é estrada

é tudo e é nada,

é querida

e quem segue a estrada

da vida querida,

tem a vida.

Uma troca de emails sobre a epidemia de gripe

Marilia,
Eu já recebi este e-mail de outra pessoa, e não estou achando no momento, pois gostaria de repassá-lo para você.
As personagens eram as mesmas, mas a história era outra.
Então. embora não duvidando que a situação esteja complicada mesmo e que,como sempre, estejamos sendo enganados, neste caso, acho que devemos somente ficar atentos, pois existem pessoas de todo o tipo, para nos colocar mais apavorados do que já estamos.
Bjs
Marise
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Concordo plenamente, mas como eu disse, ficaria muito mal comigo mesma se não repassasse, mas sei que nesses momentos é muito difícil separar o joio do trigo, o que penso de verdade, amiga querida, é em dar um tempo enorme na Internet, mas como todos os nossos negócios (vc sabe) são feitos via net, inevitavelmente tenho que abrir o pc todos os dias e aí vejo msgs de amigos como o Flávio, Você e outros amigos e amigas pelos quais tenho todo respeito e admiração e me vejo na "sinuca de bico" entre repasso ou ignoro.
São tempos muito difíceis esses tempos sem ética em que estamos vivendo, o Vianinha estava certo já nos anos sessenta: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Meu filho fala assim pra mim:
"- Mamãe, não repassa nada, deixa tudo pra lá, lê e passa batido".
Mas, Marise, é assim esse novo tempo onde pessoas como nós sofrem de profunda inadequação. Vivo em estado de perplexidade, já não sei mais onde estou.
Verdade.
Sabe, estou precisando tanto de conversar, tenho me sentido numa solidão intelectual, afetiva também intelectual, no sentido da confiança, do crédito, da fé no próximo.
Essa é a grande razão de vender tudo e ir pra Minas, ostrar-me na família, viver perto do mundo encantado das minhas netas e no mundo maravilhoso de amor com meu filho e minha nora.
Não pretendo "viver a vida deles", não preciso e nem quero isso, mas não quero mais olhar para fora disso, a não ser pelos cuidados que sempre terei com eles.
Ah, amiga, que lástima! Nós conhecemos lindos tempos, por isso temos o que lamentar , não como nostalgia do passado, mas de um presente avassaladoramente assustador que furta de todos nós o direito de desfrutar desse mundo de Deus, com segurança e fé.
Desculpe o lamento, mas não tenho nada melhor hoje para sentir.
Todo o meu carinho e muito sincera amizade para sempre,

Marilia

A BELA MULHER

09/07/05


A bela mulher não precisa de adornos.

Ela só precisa de um homem que lhe diga que é bela
e ela brilhará como o diamante brilha,
involuntariamente,sob a luz.
A bela mulher só precisa, às vêzes,de um vestido
que lhe faça sentir-se nua
diante desse homem
e que ela vestirá -despida-e fará de um andrajo, sêda.
A bela mulher não se vê em espêlhos.
Ela se descobre nos olhos de um homem apaixonado
e seus defeitos irremovíveis
se movem,voláteis, para outro universo.
A bela mulher só precisa de um homem lúcido,
que queira mostrar a beleza da mulher
que se despe de tudo,
para amar com as entranhas,
onde os olhos de um homem qualquer
jamais entrarão.